«Equilíbrio de resultados no Metro é objetivo realista» (20.07.2011)

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24072011

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«Equilíbrio de resultados no Metro é objetivo realista» (20.07.2011)




Cardoso dos Reis
«Equilíbrio de resultados no Metro é objetivo realista»


O presidente do Metropolitano de Lisboa (ML), Francisco Cardoso dos Reis acredita que o equilíbrio dos resultados e a sustentabilidade da empresa «são objetivos realistas». Em entrevista à Transportes em Revista, no número que celebra as suas 100 edições, Cardoso dos Reis revela que «na ótica da operação de transporte» seria possível à empresa gerar receitas e garantir dividendos ao seu acionista, caso a respetiva dívida histórica fosse retirada. «No que respeita ao investimento na infraestrutura não conseguimos assegurar a respetiva compensação. De qualquer forma, não se pense que a operação de transporte pode ser rentável numa perspetiva de serviço público sem a necessária compensação. De qualquer forma, o Metropolitano de Lisboa é capaz de fazer tão bem como qualquer operador belga, inglês ou francês. Somos a empresa, a nível mundial, a ter a segunda melhor prestação em termos de eficiência energética dos comboios, temos bons níveis de produtividade e, com as medidas de contenção em curso, os custos operacionais também passarão a estar a um nível médio, comparativamente com os metros do mundo» diz o presidente do ML.

Cardoso dos Reis adianta que com uma receita tarifária ou indemnização compensatória diferente, é possível ao Metro atingir o equilíbrio.
Numa altura em que tanto se fala sobre a possível privatização de algumas empresas do setor, o responsável revela que a questão não é falta de eficácia da empresa.«O problema é que o ML não tem sido ao longo das últimas décadas devidamente compensado pelas obrigações de serviço público que presta. Para além da indispensável anulação da dívida histórica, porque nenhuma Gestão do metropolitano vai resolver esse problema. Por isso mesmo, acredito que o equilíbrio dos resultados e a sustentabilidade do ML, são objetivos realistas» conclui.

«Plano de Expansão está a ser repensado»

Cardoso dos Reis refere, também, que o facto de não existir capacidade financeira para executar o plano de expansão do ML, levou a administração da empresa a optar por «repensar» o projeto. Recorde-se que o plano, considerado pelo presidente do ML como «muito ambicioso», prevê, entre outras, novas extensões aos concelhos da Amadora e Odivelas, assim como a ligação a Loures. Para o responsável, a atual situação irá permitir ao ML «obter ganhos de eficiência tremendos, isto porque nos dá a oportunidade de confirmar o que é realmente necessário fazer e quais devem ser as nossas prioridades».

In: http://www.transportesemrevista.com/Default.aspx?tabid=210&language=pt-PT&id=3407

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