Alta Velocidade e Terceira Travessia reassumidas como prioridades (13.02.2011)

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13022011

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Alta Velocidade e Terceira Travessia reassumidas como prioridades (13.02.2011)




Alta Velocidade e Terceira Travessia reassumidas como prioridades

A intenção de construir a Terceira Travessia do Tejo (TTT) entre Barreiro e Chelas foi reiterada pelo Secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, na sessão de abertura do Colóquio Internacional realizado no âmbito das comemorações dos 150 anos de caminhos-de-ferro no Barreiro. Na iniciativa, que teve lugar, a 4 e 5 de Fevereiro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, o representante da tutela admitiu que a nova ponte sobre o Tejo "tem de ser feita", inclusive para confirmar a ligação da Alta Velocidade (AV) entre Lisboa-Madrid e não entre Poceirão-Madrid.

“Não é Poceirão-Madrid, é Lisboa-Madrid” – esta foi a expressão utilizada pelo Secretário de Estado dos Transportes em defesa da ponte Barreiro-Chelas, não só como um investimento para um concelho “deprimido”, que foi deixado fora das ligações rápidas a Lisboa, como para a região e para o país. No colóquio internacional, que considerou “uma excelente oportunidade de reflectir o futuro da ferrovia”, Correia da Fonseca defendeu a TTT como um projecto que “tem que avançar”, de forma a assegurar que a AV seja “Lisboa-Madrid e não Poceirão-Madrid”.
Recordando os investimentos na rede de AV feitos em países como os Estados Unidos ou a China, o Secretário de Estado afirmou que a ligação da CP entre Porto e Lisboa "funciona bem" e irá ser melhorada e “tornar-se competitiva” com a AV. Contradizendo os ‘desejos’ de “algumas pessoas”, o Secretário de Estado disse ainda que a REFER não será fechada e sublinhou a importância dos investimentos na ferrovia.
Na perspectiva do governante, o transporte ferroviário de longo curso mantém-se como vocação dos caminhos-de-ferro a caminho do futuro, assim como a ferrovia convencional, nomeadamente também para o transporte de mercadorias. "Seria uma irresponsabilidade do Governo, apesar das dificuldades, parar a modernização da linha em Évora ou não fazer a variante de Alcácer; é uma área prioritária na qual temos que avançar, com necessidade da nova ponte também ser feita", salientou, acrescentando a importância da construção da TTT na valorização da importância dos portos de Sines, Lisboa e Setúbal na Península Ibérica.

“Futuro do Barreiro continua a passar pelos comboios”
Na sessão de abertura do colóquio, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto, recordou o que representou a chegada dos comboios ao concelho, como “um marco na história” que “transformou globalmente o Barreiro”, tornando-o num dos pólos de desenvolvimento do país na segunda metade do século XIX. O autarca reconheceu, nesse sentido, o passado do concelho “como uma terra de ferrovia e de ferroviários”, realidade que o executivo quer voltar a ser no futuro. “O futuro do Barreiro continua a passar pelos comboios e o concelho quer continuar a ser influenciado pela ferrovia, como factor de desenvolvimento sustentável”, frisou o edil na procura de “captar passageiros para o transporte público e colectivo”.
Com esse fim, o autarca sublinhou a relevância da ferrovia poder chegar ao parque empresarial da Quimiparque e de se construir a TTT com todas as suas funções rodoviária e ferroviária. “A TTT é uma infra-estrutura importante, um factor estruturante que possibilitará o fecho do anel ferroviário e promoverá a aproximação da Área Metropolitana de Lisboa (AML) ao resto do país e a outras centralidades europeias”, justificou.
Carlos Humberto mencionou ainda a visão estratégica do Plano Regional de Ordenamento do Território da AML (PROT-AML) que prevê Lisboa como uma cidade de duas margens, uma cidade-região polinucleada. “O país necessita de uma capital que cresça para sul”, argumentou em defesa da ponte Barreiro-Chelas e na lógica de apenas se “construir a plataforma do Poceirão com a construção da TTT”.
O edil barreirense apontou a significância desta travessia também pela “defesa dos direitos da população do Barreiro e de um corredor central que está a ser marginalizado”. “Não é justo que o Barreiro tenha dado tanto ao país e hoje seja penalizado, ao se ter transformado uma centralidade numa periferia da Península de Setúbal”, disse, apontando para o futuro a necessidade de, no Barreiro, se manterem as Oficinas da EMEF – na Quimiparque – e se concretizar o Parque de Manutenção de Oficinas de AV.
Como única novidade em relação à vinda da TTT para o Barreiro, Carlos Humberto adiantou à imprensa que será entregue no Tribunal de Contas “um novo contrato relativamente à construção da Linha da AV Poceirão-Caia”, renegociado entre o Governo e o consórcio construtor para se avançar com as obras. “Se tudo correr, espero que, dentro de pouco tempo, se avance a sério com as obras da AV, ainda que, apesar de tudo, já estejam a ser feitas algumas coisas, como estudos e sondagens ao terreno”, revelou.

‘Rota do Trabalho e do Património Industrial’
O presidente da CMB manifestou o desejo de preservar e integrar as actuais oficinas da EMEF, a rotunda das máquinas, os armazéns e a estação Sul e Sueste como “elementos marcantes da nossa História”, no âmbito do Plano de Urbanização da Quimiparque e Áreas Envolventes. O autarca quer constituir uma ‘Rota do Trabalho e do Património Industrial’, através da qual o património ferroviário existente se mantenha “vivo e à disposição dos mais jovens”.

In: http://www.jornaldobarreiro.com.pt/new.php?category=4&id=1940

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