'Penduras' e Estado deixam MST em risco de parar

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07102010

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MTS 'Penduras' e Estado deixam MST em risco de parar




Aos cinco mil passageiros que viajam todos os dias sem pagar junta-se a dívida do Estado à concessionária, em compensações.

São cerca de cinco mil os passageiros que diariamente utilizam o Metro Sul do Tejo (MST) sem pagar, o que representa 20% dos 35 mil utentes que todos os dias usam aquele meio de transporte. Só no último ano a sucessão de fraudes levou a empresa a acumular um prejuízo na ordem do milhão de euros, segundo os números revelados ao DN pelo administrador José Luís Brandão, que já assume estar a concessionária em risco de parar. É que além dos prejuízos provocados pelos "penduras", também o Estado deve perto de sete milhões de euros à empresa em compensações (ver caixa).

A estratégia é transversal à média das cinco mil pessoas que diariamente não validam os seus bilhetes, segundo a análise efectuada pela própria concessionária. Como o caderno de encargos prevê que todas as paragens, entre Almada e Seixal, sejam abertas, não impedindo nenhuma pessoa de ter acesso às plataformas do MST, os fiscais não estão autorizados a vistoriar os títulos dos utentes, antes destes subirem para as composições.

Os validadores estão instalados a bordo das carruagens, onde é preciso picar o bilhete, no valor de 85 cêntimos, mas os infractores só o fazem quando se apercebem que algum fiscal entrou na composição. "Uma pessoa compra um bilhete, mas com ele pode fazer três viagens, tirando partido de um sistema de grande vulnerabilidade", explica o administrador, alertando que "se o fiscal não aparecer, não se valida o título, mas se o virem entrar basta a essas pessoas encostar o bilhete ao validador e está o problema resolvido", acrescenta José Luís Brandão, admitindo que a MST tem um total de 15 fiscais.

"Somos das empresas de transportes que tem mais elementos na fiscalização, mas é impossível chegarem a todo o lado", reconhece, justificando que a média de fraudes detectadas pela fiscalização anda entre um e dois por cento (representando menos de cem pessoas por dia).

Para tentar combater o elevado índice de infractores, a administração já deu indicações para que a fiscalização seja feita no momento em que os utentes saem do metro, sendo aí obrigados a confirmar a validação do título. O sistema permitiu detectar mais burlas, implicado multas de cem a 150 vezes o valor do bilhete - podendo superar os 85 euros - mas nem todos os passageiros têm recebido esta alternativa de forma pacífica.

"Uns fiscais são agredidos e outros insultados", denuncia ao DN o administrador da Metro Sul do Tejo, equacionando agora a possibilidade de vir a introduzir um fiscal em cada carruagem. "Vai custar uma fortuna, mas não podemos continuar a permitir que 20% dos passageiros nos continuem a dar um prejuízo tão elevado", frisou José Luís Brandão.

IN: DIÁRIO DE NOTICIAS
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Rui Pinto
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'Penduras' e Estado deixam MST em risco de parar :: Comentários

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Mensagem em Qui 7 Out 2010 - 13:23 por Rui Pinto

Ora o MST a dar prejuizo e com tanta gente a viajar de borla, os TST agora é que devem aproveitar boxed

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Mensagem em Qui 7 Out 2010 - 21:21 por Paulo Santos

Deviam ter fiscais em todas as composições, como na CP, podem é não ter dinheiro para os pagar.

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Mensagem em Qua 13 Out 2010 - 15:31 por Rui Pinto

Esta noticia tem sido quase diariamente publicada nos jornais, o administrador do MTS já garantiu que o ordenado dos 126 trabalhadores não está em risco, por causa da receita das bilheteiras.
Se o Estado não pagar os 7 milhões, quero ver o resultado

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Mensagem em Qua 13 Out 2010 - 20:19 por Ana Silva

Quando estava em estágio apanhava sempre o MTS e realmente via-se que muita gente não pagava bilhete...
Ora isto é da consciência de cada um, mas se as pessoas fossem mais civilizadas e tivessem consciência e cumprissem com as regras acho que teríamos um mundo muito melhor...
Muito sinceramente, pelo que me lembro dos preços, os bilhetes do MTS eram uma coisa mínima como 70 cêntimos... 70 cêntimos... podemos estar em crise mas não acho este valor muito elevado...
Se esta noticia fosse relativamente à Fertagus (um bocado difícil, porque cobram-nos bem) ainda era capaz de dizer: "enfim, com o preço caríssimo dos bilhetes ainda entendo que haja muita gente a tentar "fugir" mas corre riscos...
Muito sinceramente, acho que a "solução" do MTS é por revisores mais vezes a circular, mas também as pessoas assim que vêem os revisores saem logo na próxima paragem e muitas conseguem fugir.
(eu vi uma jovem adolescente que assim que viu os revisores na paragem quis sair mas o revisor apercebeu-se da situação e pediu-lhe o bilhete... tramado, mas deve ter aprendido a lição)

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Mensagem em Qua 13 Out 2010 - 21:58 por Paulo Santos

Ana Silva escreveu:Muito sinceramente, pelo que me lembro dos preços, os bilhetes do MTS eram uma coisa mínima como 70 cêntimos... 70 cêntimos... podemos estar em crise mas não acho este valor muito elevado...
Eu não acho que seja barato, desde o inicio do MTS que o bilhete é 0,85€, quando no ano de entrada em funcionamento, o bilhete do metro de Lisboa era de 0,70€. Uma diferença de 0,15€, quando o percurso é mínimo. Também é verdade que se tem de pagar o investimento, mas podia ser mais barato, mas pronto agora já estão ao mesmo preço.
Eu, como já disse num comentário anterior, acho que deveriam haver fiscais em todas as composições, só assim se resolveria esse problema, mas se já estão em risco de parar em Novembro, possivelmente não teriam dinheiro para os pagar.

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Mensagem em Qua 13 Out 2010 - 22:22 por Marco_Valente

Isto é disparatado...
Sendo assim a CP, e o Metro do Porto, vão se queixar também.

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Mensagem em Qui 14 Out 2010 - 2:14 por Rui Pinto

Ana Silva escreveu:mas se já estão em risco de parar em Novembro, possivelmente não teriam dinheiro para os pagar.

Já não encerram boxed

O Governo já vai abrir os cofres segundo a rádio de tarde.

Mas também só há expansão com aumento de passageiros, e isso não está a acontecer

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